terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Arábia Saudita vai sequenciar os genomas de 100 mil pessoas

A iniciativa é semelhante à lançada no ano passado pelo Reino Unido e visa abrir o caminho à medicina personalizada.

A Arábia Saudita vai ter um Programa do Genoma Humano WELLCOME TRUST

A KACST, agência que financia a investigação científica na Árabia Saudita, acaba de anunciar o lançamento de um projecto de sequenciação na íntegra do ADN de 100 mil pessoas com vista à criação de uma base de dados que permita desenvolver a medicina personalizada naquele país, noticiou a BBC News.

O esforço de sequenciação, que deverá durar cinco anos, destina-se, segundo o diário norte-americano Wall Street Journal, a estudar as bases genéticas das doenças não só na Arábia Saudita, mas também em todo o Médio Oriente.

“Temos uma estratégia clara face à importância da ciência numa sociedade baseada no conhecimento e acreditamos que o programa do genoma humano saudita irá contribuir para a nossa compreensão da saúde e da doença, inaugurando a era da medicina personalizada no Reino da Arábia Saudita”, disse Mohamed Al Suwayl, presidente da KACST (Cidade para a Ciência e Tecnologia do Rei Abdulaziz), citado pelo site noticioso britânico. “E agradecemos o investimento e a visão da liderança saudita.”

O projecto vai decorrer numa rede dez centros de genética já existentes no país, aos quais virão juntar-se mais cinco ao longo dos próximos anos. A sequenciação do ADN deverá ser realizada com tecnologia desenvolvida pela Life Technologies, empresa multinacional com sede nos EUA.

Um projecto semelhante foi lançado no Reino Unido em 2012 com o objectivo de, até 2017, sequenciar o genoma de 100 mil utilizadores do Sistema Nacional de Saúde britânico a quem foram diagnosticados um cancro ou uma doença rara.

Ewan Birney, geneticista do Laboratório Europeu de Biologia Molecular, citado pela BBC, disse que embora seja improvável que existam grandes diferenças genéticas entre as populações do Médio Oriente e as do resto do mundo, poderá contudo existir um espectro de doenças genéticas ligeiramente diferente na Arábia Saudita. “Espero ver uma maior colaboração nesta área entre os países ocidentais e os do Médio Oriente, nomeadamente na partilha bidireccional de dados e de perícia”, acrescentou este perito.

Fonte: publico pt
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